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Da Ambição À Desilusão


Da Ambição À Desilusão

No passado domingo, mais um clássico foi jogado, este entre SL Benfica e FC Porto, terminando com a vitória dos azuis e brancos por 0-1.

Fazendo uma análise ao jogo, houve uma primeira parte muito ofensiva por parte dos encarnados, alguns erros (poucos) defensivos dos dragões, e esses erros quase causavam um ataque cardíaco ao guarda-redes do FC Porto, Iker Casillas, que lá ia dando um ou outro reparo aos seus colegas de equipa. Pode até dizer-se que o SL Benfica dominou a primeira parte, estando muito perto do golo, ao minuto 44, quando Pizzi remata, na zona de penálti, para defesa do guarda-redes, à figura. As águias acabavam por sair do jogo com alguma vantagem, quer a nível de jogo e a nível estatístico (tinha duas oportunidades, mais uma que o FC Porto, mais remates, sete contra quatro; o SL Benfica acabaria por enquadrar dois remates à baliza, enquanto que os azuis e brancos, dos quatro, não enquadrou nenhum, a nível de jogo, os encarnados acabariam por jogar e rematar mais dentro da área da equipa adversária; ficando o equilíbrio na posse de bola: 53% para o SL Benfica, contra os 47% dos dragões).

 No balneário, durante o intervalo, nenhuma equipa poderia saber o que viria a acontecer na segunda parte, e como se diz: “Quem não marca, sofre”, ou seja, o “desperdício” e o domínio que os encarnados tiveram na primeira parte passou a ser o contrário (só o domínio) na segunda, muito em causa do estilo de jogo que Rui Vitória decidiu usar para a segunda metade do jogo.

Ora, na segunda parte Rui Vitória decidiu pôr a sua equipa a jogar para o empate, e apesar da substituição de Salvio por Rafa Silva, a substituição que demonstra essa aposta no empate por parte do treinador do SL Benfica é a de Samaris por Cervi, optando assim por um estilo (ainda) mais defensivo. Quem se aproveitou desse estilo de jogo foi o treinador da equipa do FC Porto, Sérgio Conceição que decidiu não baixar os braços e optar por um sistema mais ofensivo, notado com as substituições no ataque refrescando esse setor, como as entradas de Olivér Torres, Jesús Corona e Aboubakar pelas saídas de Sérgio Oliveira, Otávio e Soares, respetivamente. E com as substituições, o estilo e o processo de jogo, de ambas as equipas, foi notado, e cada vez mais. Passámos de um SL Benfica ofensivo (da primeira parte) para um mais defensivo e cada vez mais encostado à sua baliza (já na segunda parte), não esquecendo do reverso, com um FC Porto defensivo (também da primeira parte) para um mais ofensivo e dominador (este na segunda parte, com o “amedrontamento” dos encarnados).

 E graças ao jogo que estava a ser, o FC Porto acabaria por marcar, por Herrera, ao minuto 90, desfazendo, assim, as dúvidas do impasse que estava a ser aquele jogo. Para exemplificar, e pegando nas estatísticas (e depois o leitor poderá comparar, se assim o entender), o SL Benfica manteve as suas oportunidades de jogo, aumentando, os dragões, para três oportunidades, uma delas concretizada em golo, o único; em termos de remates, as águias fizeram, apenas, mais dois, aumentando, o FC Porto para os oito remates, mais quatro que na primeira parte, ampliando, por sua vez, os enquadrados para dois; no final do jogo, o único equilíbrio existente no jogo foi a posse de bola, que acabou com 49% para o SL Benfica contra 51% para o FC Porto.

É certo que a vitória do FC Porto neste clássico dá uma certa vantagem aos dragões para serem os novos campeões nacionais (destronando, assim, o tetracampeão Benfica), mas ninguém se pode se esquecer que ainda faltam quatro jornadas para o final do campeonato.

O FC Porto ainda tem de defrontar o Vitória FC, o CD Feirense (em casa), o CS Marítimo e o Vitória SC (fora), equipas, teoricamente, mais difíceis que as que o adversário e segundo classificado SL Benfica vai defrontar (excluindo, como é óbvio o dérbi): GD Estoril-Praia, Sporting CP (fora), CD Tondela e Moreirense FC (em casa). São todos os encontros (para as duas equipas) finais, e, é certo que vai ser um fim de campeonato disputadíssimo, e relembro aqui que já houveram equipas dadas como campeãs certas e acabaram por perder tudo nas últimas jornadas, ou seja, e o que eu quero referir, é que tudo pode acontecer até ao fim (para quem estiver em primeiro vai ser difícil manter a posição até ao fim).

Não nos podemos esquecer, também, que SC Braga e Sporting CP estão mais próximos dos eternos rivais, entrando, agora, na disputa pelo segundo lugar, no mínimo, que dá acesso à Liga dos Campeões (e por mais algum dinheiro para os “bolsos” destas equipas).
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André Ferreira                                  18/04/2018

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