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Uma Lufada de Ar(anha) Fresca


Uma Lufada de Ar(aranha) Fresca

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Imagem alusiva ao jogo Marvel's Spider-Man

Respira (é o que eu penso quando estou a jogar o novo Spider-Man)!

Spider-Man (para a PS4) veio mostrar que é possível, sim, fazer algo digno do nome e do peso do herói. Atrevo-me mesmo a dizer que em tudo o que a Marvel põe a mão (relativo aos seus personagens) se torna uma obra prima (pelo menos não vemos a ganância que alguns estúdios demonstram presentes no espaço da Marvel).

Dando a minha clara opinião, este é, sem dúvida, o melhor jogo do Amigo da Vizinhança (muito devido à pouca qualidade que os seus antecessores tinham, para combater contra esta obra prima). Até então, o melhor jogo do Spider-Man, alguma vez criado, era o Spider-Man 2 para a PS2 (jogo baseado no filme de 2004 do personagem, e que eu tive a oportunidade de jogar também), este feito pela Activision. A sua história tinha como base o filme protagonizado por Tobey Maguire (como referi atrás), e apesar de seguir à risca momentos importantes da história do filme, a Activision foi mais longe e deu aos jogadores experiências diferentes com vilões que não tinham aparecido no filme, mas que são bastante conhecidos nas BD’s (um dos “bosses” era, e espero não estar a dar spoiler de um jogo de 2004, Mysterio, que vai ser em princípio o próximo vilão do próximo filme do Homem-Aranha no MCU. Confusos? Eu sei, mas a culpa não é minha. É que a minha cabeça começa a divagar por este mundo, por isso desculpem-me). Ora, neste jogo da PS2 o final boss era o Dr. Otto Octavius/Dr. Octopus (vilão do filme, interpretado por Alfred Molina). Mais uma vez, espero não ter dado spoiler, porque acho que já todos já viram, alguma vez na vida, uma cena ou outra apresentando este personagem. Voltando à história do jogo, esta estava tão bem trabalhada que nunca mais nenhum jogo havia de chegar aos calcanhares deste, até que a Insomniac (ou a Marvel Games e só depois a Insomniac juntamente com a Sony) decidiu pegar no personagem e dar aos fãs do Spider-Man e dos videojogos, um jogo (mas que senhor jogo) capaz de se afastar (a largos quilómetros) da qualidade do de 2004.

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Comparação do visual do jogo Homem-Aranha 2, da PS2, com o Marvel's Spider-Man, da PS4

Podemos afirmar que jogos feitos com tantos anos de diferença têm de te ter diferenças a nível visual. Iria ser estranho ver um jogo de 2018 (onde já há tecnologia suficiente para fazer um jogo com qualidade visual excelente) com a qualidade visual de um jogo dos anos 90. É claro que comparar os dois não iria ser justo para um deles, mas é claro que, a nível visual, este jogo está magnífico, com uma qualidade excecional para os jogadores, que são capazes de notar, com clareza, todos os detalhes, quer dos personagens quer, até, dos próprios edifícios. Claro que isto está mais aperfeiçoado para aqueles que têm a oportunidade de ter uma PS4 com capacidade de imagem em 4K, a chamada PS4 PRO. Aí as diferenças são pequenas, no entanto elas existem.

Quanto à sua história (e não me vou alongar muito para não me tornar Mark Ruffalo ou Tom Holland) digo-vos só que pela história, o jogo vale o dinheiro. Cheia de plot twists do início ao fim, com o toque genial do suspense e do humor (característico do personagem). Este é daqueles jogos em que a história nos prende ao comando e não nos deixa sair de lá mais até nós descobrirmos tudo (tintim por tintim).

A sua jogabilidade também se tornou mais acessível (pois não acho adequado a palavra “fácil” aqui) ao longo dos anos. Este Spider-Man, permite-nos sentir todos os movimentos que são feitos (lançar teias, trepar paredes, espancar os inimigos, entre outros) e, assim, acharmo-nos o próprio Spider-Man.

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Imagem alusiva ao jogo Marvel's Spider-Man

A sonoridade do jogo também não fica nada atrás. Com um tom algo leve no início, não percebemos logo o rumo que o jogo vai tomar, mas a partir do momento em que começamos a passar pelos diversos desafios, a tonalidade muda. Destaco só a música “Spider-Man” (que é a música que aparece na tela principal), pela sua qualidade (“alegre” no início e daí para a frente a ficar um pouco mais pesada, como o jogo), mas no geral, gostei imenso de toda a sonoridade musical envolvente no jogo. Toda esta qualidade musical pertence a John Paesano, um compositor do qual passei a gostar.

Quanto aos personagens, e focando-me para já no principal, Peter Parker / Spider-Man, havia o medo de que a história criada pela Insomniac não desse o protagonismo à vida dupla (difícil) do sobrinho da May, mas (como os críticos só gostam de mandar abaixo as coisas sem as analisar como deve ser) mais uma vez enganaram-se. A vida dupla de Peter está muito bem trabalhada, mas claro que a vida de super-herói tem mais peso no jogo, senão o jogo não se chamava Marvel’s Spider-Man, mas sim, Marvel’s Peter Parker. Quanto aos restantes, personagens como Mary Jane, a tão adorada Tia May, Norman Osborn, Miles Morales, Yuri Watanabe, entre outros, ajudaram na perfeição a que a história tivesse o rumo que teve.

No geral, este é um jogo (ou uma saga, pois espero bem que tenha continuação, ou que façam um universo dos Vingadores nos videojogos) que vale a pena jogar (ou experimentar). A Insomniac sabia o que tinha em mãos e não fez porcaria com um personagem que tem imenso material para jogos posteriores. Voltando ao universo Marvel nos videojogos, foram os inúmeros easter-eggs que me fazem sonhar que a Insomniac (e a Sony, juntamente com a Marvel Games) possam pegar no enorme universo de heróis e criar um Universo de Videojogos da Marvel (este nome não existe, mas se a Marvel avançar com isto quero dinheiro por isso). Também gostei do facto de o Spider-Man se ter atualizado e poder dar para tirar selfies com o Aranhiço.

Foto tirada por mim durante o jogo
Espero que vos tenha deixado uma crítica bem construída sobre este jogo, e deixo-vos o convite de o experimentarem, pois não se vão arrepender.

André Ferreira                       09/10/2018

Comentários

  1. O eu filho anda atrás de mim para lhe comprar este jogo. Ainda estou a ponderar!
    PadaandLuda * Página * BlogLovin

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    Respostas
    1. Agradeço o seu comentário, em meu nome, e em nome de todos os elementos dos PI. Uma coisa que lhe posso assegurar é que se comprar o jogo não se irá arrepender. E reforço que para mais artigos (deste género ou de outro), deixe gosto na nossa página de Facebook e subscreva o nosso Blog para estar a par de mais artigos. Obrigado.

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