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Fase de Grupos, aí vão eles


Fase de Grupos, aí vão eles
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E Champions que é Champions tem de ter os grandes do futebol português. Esta edição da Liga dos Campeões de 2018/19 já contava com um grande do futebol nacional, o FC Porto, e ontem confirmou-se que haverá outro clube português a estar presente na Liga Milionária, o SL Benfica.

Mas para aqui chegar teve de remar e lutar contra a corrente. O primeiro embate foi frente ao Fenerbahçe SK. E que duro foi o jogo. Nestes dois encontros (como já expliquei neste artigo “Uma passagem mais quejusta”), o Benfica teve de suar para marcar presença nos play-offs, e para quem pensava que os play-offs iam ser fáceis enganou-se. O adversário que se impôs entre a fase de grupos (e dos tão desejados 43 milhões) e o clube da Luz foi o PAOK, equipa grega, que ainda só foi campeã da sua liga por duas vezes (uma em 1976 e a outra em 1985). Era de esperar (e comparando os plantéis e história) que esta fosse uma eliminatória mais acessível para os encarnados, só que quem achou isso enganou-se (talvez apenas na primeira mão se tenha realmente sentido isso).

Numa primeira mão maioritariamente jogada pelo Benfica, os gregos pouco ou nada faziam, e numa marcação de grande penalidade (no final da primeira parte, por Pizzi), o Benfica não mostrava a realidade no resultado. Na segunda, os encarnados deixaram-se adormecer e o PAOK fez o que lhe competia e acabou por marcar aos 75 minutos, deixando a primeira mão empatada e a eliminatória um pouco mais difícil para o Benfica (pois levava a que o Benfica tivesse de ganhar na Grécia). O clube na Luz fez uma exibição de mestre, mas o resultado, como disse Rui Vitória, não condisse com o resultado.


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Festejos do PAOK no golo grego da primeira mão


A segunda mão levava o peso todo para cima do Benfica, pois como sofreu um golo em casa, estava obrigado a marcar. E a tarefa parecia mais difícil quando o PAOK marcou, logo aos 13 minutos, por Prijovic (a pressão que os gregos faziam sobre o clube português também mostrou o desequilíbrio sentido no primeiro quarto de hora, onde se via que era o PAOK que tinha mais posse e jogo). Mas, tudo mudou a partir desse golo. O Benfica acordou para o jogo, e os comandados de Rui Vitória começaram a subir no terreno de Salónica, e aos 20 minutos, a passe de Pizzi, Jardel faz o golo do empate (que cabeceamento!). 5 minutos depois, e com a bola tu cá tu lá, os encarnados voltariam a marcar (após grande penalidade marcada por Salvio). A equipa de Lisboa começava a sentir o ânimo, e ainda na primeira parte, aos 40 minutos, com um tiro à entrada da área, Pizzi não desperdiçou o passe de Cervi (e que jogada foi esta que começou em Grimaldo e com trocas sucessivas entre o espanhol e Cervi!) e rematou, para defesa impossível de Paschalakis. Ao intervalo o resultado parecia pesado para o que se tinha visto em campo, mas a verdade (e contrariamente ao que se viu na primeira mão) é que o Benfica fez melhor em campo (basta ver as jogadas que deram origem aos golos). A segunda parte não foi tão maluca quanto a primeira, e nem com a substituição (da parte do PAOK, em que meteu o homem que empatou o jogo da primeira mão) a equipa grega fez melhor. Aos 50 minutos, ainda houve tempo para o Benfica voltar a marcar (noutra grande penalidade, uma falta feita a Jardel) com Salvio a não voltar a desperdiçar. Até ao final do jogo pouco mais houve para se ver, e o Benfica selou, assim, todas as dúvidas sobre a questão de eficácia dos jogadores, liderados por Rui Vitória.

Para mim, a equipa de Benfica cumpriu (e de que maneira) com o pedido. Todas as equipas têm os seus momentos, e nenhuma consegue aguentar jogos seguidos (principalmente quando há várias competições a disputar, mas aí o “mestre” é que tem de saber gerir as suas “forças” e montar uma equipa e um plantel capaz de fazer frente em todas as competições). E já agora, desde 1992 (há já 26 anos, acreditam?) que o Benfica não marcava tantos golos fora numa competição europeia, mais precisamente na Liga dos Campeões (aqui deixo um agradecimento ao companheiro de blog Jorge Afonso que me forneceu esta informação). Se o SL Benfica estivesse tão mal como dizem, não tinha feito algo que já há muito era desejado (porventura). Espero que estas exibições se venham a manter e que o desgaste saiba ser reduzido e trabalhado (aqui Rui Vitória saberá o que fazer, mais do que qualquer outra pessoa).


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Falta de Paschalakis sobre Cervi que originou um penalti cobrado por Salvio

Desta eliminatória (e de mais jogos fora da Champions) fica o gosto de que o SL Benfica pode fazer jogos (como se costuma dizer) de tirar o chapéu. Vê-se que esta equipa é muito superior à do ano passado. Pode fazer exibições muito boas, como disse atrás, de se tirar o chapéu (mas já se viu esta época o Benfica a fazer isso e a não conseguir ganhar), e depois pode destruir por completo a baliza do guarda-redes adversário com a imensidão de golos que esta equipa de Rui Vitória pode fazer, sem aquelas exibições de encher o olho.
Mas, num à parte, eu acho muito engraçado que no final da época passada, quando o Benfica apenas ganhou uma Supertaça, ficou em segundo no campeonato e não fez quaisquer pontos na Champions, alguns ditos “adeptos” benfiquistas pedissem que ele saísse, um homem que conseguiu levar o Benfica (nos dois anos anteriores) ao inédito Tetra, aos quartos da Champions. Eu agora pergunto, não será de bom tom, já que o presidente do Benfica, Luis Filipe Vieira, apostou em Jorge Jesus em momentos em que ele menos fazia do que agora Rui Vitória faz, dar uma oportunidade a este jovem treinador? É que eu leio com cada coisa dos ditos “comentadores de bancada” que me enerva, quando dizem que Rui Vitória não é bom treinador. Mas enfim, a verdade é que este mesmo homem que diziam que era mau treinador levou o Benfica à fase de grupos este ano, e no campeonato, até agora, está a fazer uma boa campanha (mas isso fica para outra altura).

Agora, é importante não esquecer que são as exibições das equipas portuguesas que estão em jogo, e se queremos voltar a ter 3 (ou mais, quem sabe) equipas na fase de grupos da Liga dos Campeões, há que pôr de lado todo aquele fanatismo clubístico (uma doença terminal) e torcer, agora, por todos os clubes portugueses, sem exceção. São eles (SL Benfica e FC Porto na Liga dos Campeões e Sporting CP na Liga Europa) que irão levar o bom nome de Portugal para a Europa e mostrar que a garra lusa ainda tem muito para dar no ranking da UEFA.


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Bola oficial da Champions League da época 2018/19


Esperemos que o sorteio (no momento que fiz este artigo, ainda não estava o sorteio feito) dite bons caminhos para as equipas portuguesas, e que possamos chegar a patamares que só os ditos “tubarões” chegam.

Os meus parabéns ao SL Benfica por ter chegado à fase de grupos e ao FC Porto por já lá estar (e ao Sporting CP por estar na Liga Europa).

Boa sorte a todos, e a ver se é desta que a Taça volta a parar em Portugal.


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André Ferreira                                  30/08/2018

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