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14 "Incríveis" anos depois


14 “Incríveis” anos depois

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Família Pera - Incredibles 2: Os Super-Heróis

Passados 14 anos, finalmente, tivemos a família Pera de volta. O filme chegou às salas de cinema portuguesas no passado dia 28 de junho, e é considerado como o melhor filme de animação do ano, ou pelo menos um deles.

Sem dar spoilers (pelo menos vou tentar não vos dar aqueles que vos estragariam o filme), este filme começa exatamente onde o primeiro acabou. Ou seja, a família Pera a enfrentar o Homem Mina. No entanto, os heróis ainda estavam na ilegalidade, por isso, mais confusão para os heróis. Mas, há alguém que os tenta ajudar, pondo a Mulher Elástica em ação para mostrar uma visão diferente do que é ser herói. Daí para frente é o desenrolar da ação de mudar mentalidades, e o trabalho que Beto terá para cuidar dos filhos, enquanto Helena está fora.

Devo dizer que fiquei aliviado, ao ver que a Pixar e Brad Bird terem mantido o mesmo tom do primeiro filme (destaco o facto de neste filme não ter havido tanta violência como a demonstrada no primeiro). Pelo menos, não houve tantas mortes (se é que houve algumas, pelo menos mostradas no grande ecrã).

Como eu adorei o filme, não consigo individualizar partes, porque temos as incríveis cenas de ação de Helena, o trabalho que Beto tem com os seus filhos, Violeta e Flecha que têm os seus próprios problemas (um sobre a escola outro sobre o amor) e o bebé favorito de todos, Zezé, que nas suas cenas tira o protagonismo todo, levando a audiência a rir-se constantemente (e atenção que ele ainda não fala).

É certo que numa altura em que se vêm as mulheres a ganhar mais poder no mundo real, achei certíssimo fazer uma história direcionada mais para as mulheres. Ou seja, no facto de a mulher ir trabalhar e ficar o homem em casa a tratar da família. Uma alteração do estereótipo visto no primeiro filme, em que se passa exatamente o contrário. Aqui, o protagonismo dado às mulheres, para a sequência, levou a que o filme esteja a ser tão adorado pelo público (talvez se a sequência tivesse sido feita 2 ou 3 anos depois do primeiro, não teria nem esta história nem o impacto que está a ter agora). Num mundo cada vez mais diversificado, é bom ver que o cinema também quer fazer parte da mudança da visão que as pessoas têm.

Como referi, as mulheres têm impacto e são as protagonistas neste filme, com Helena Pera, mas Beto não é deixado para trás. Na sua parte da história, Beto teve o privilégio de ficar a cuidar dos seus filhos, algo que já começa a ser mudado, atualmente. A sua dificuldade inicial é divertidíssima e muito ajudam os filhos: Violeta, Flecha e o adorável Zezé. Os problemas e traquinices dos filhos, levam, Beto, a entrar quase na loucura.
A dor de cabeça que os 3 filhos da família Pera dão a Beto também são tratados aqui. As situações pelas quais uma criança sofre: ter trabalhos de casa, problemas de amor, e “problemas” de desenvolvimento. Nos dois primeiros, tivemos uma visão da atualidade, do que se passa com os jovens. Pelo menos Violeta e Flecha pedem ajuda para superar os seus problemas. Mas é no último onde Zezé se destaca.

Como foi visto no final do primeiro filme, e quando todos pensavam que o bebé não tinha poderes, ele usou-os, mas como o filme estava no seu final, não podemos ver isso mais desenvolvido. Vai daí, a Pixar lançou uma curta metragem que mostra tudo o que se passava com Zezé, enquanto este estava na guarda da babysiter Kari. Mas o melhor ficaria para este ano, no segundo filme da única família de super-heróis da Disney Pixar, onde se mostrou um puco mais do que este fofo bebé pode fazer. Como disse anteriormente, Zezé roubou todas as atenções em todas as cenas onde estava, deixando todos babados pelo personagem. Até dá vontade de entrar pela tela e ir lá pegar-lhe ao colo.

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A nível de qualidade de filme, benditos 14 anos de espera. Uma realização excecional, tal como há 14 anos atrás. Brad Bird mostrou que uma sequência pode ser feita quando muito bem se entender, não é preciso fazê-la logo no ano a seguir.

O enredo, por sua vez, não foi confuso. Tivemos a oportunidade de ver o porquê de cada ação ter acontecido.

A nível visual, a melhoria foi notada. Vê-se que houve muito trabalho, por parte de quem desenhou e tratou da imagem, em fazer uma coisa de qualidade, um nível excecional. Gostei muito de ter visto os detalhes, como nas roupas, na água, na textura da pele.

A banda sonora, uma vez mais feita por Michael Giacchino, deu mais qualidade ao filme. Em cada cena, um manjar dos deuses para os ouvidos de cada um, juntando, claro, as cenas de cortar a respiração.

De uma ponta a outra, o filme está muito bom, de nos deixar colados à cadeira o tempo todo. Este sim, está numa lista de melhores filmes de 2018.

Apesar da espera, a Pixar e o realizador Brad Bird não nos desiludiram, ao trazer de volta a família mais problemática com super-poderes do mundo do cinema. Quase que conseguimos rever-nos em 2004, a assistir à sequência do segundo. Deixo o meu convite para assistirem a este filme, quer sejam crianças quer sejam, já, adultos.

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Logo oficial do filme Incredibles 2: Os Super-Heróis

André Ferreira                                  06/07/2018

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