Avançar para o conteúdo principal

Uma Supertaça Portuguesa, com certeza!

Uma Supertaça Portuguesa, com certeza!

E assim começou a época 2019/20, com a vitória do SL Benfica, na Supertaça Cândido de Oliveira. Antes de falar no resultado em si, vou começar por falar do jogo em partes.

Começando um pouco depois da hora prevista, e com uma introdução que era completamente desnecessária, tivemos uma primeira parte mais dominada por um Sporting CP, que surpreendeu ao colocar apenas 3 defesas no seu onze. Até aí nada demais. E talvez tenha sido esse fator que condicionou um pouco a saída de jogo do Benfica, que por muito que tentasse, pouco conseguia chegar à baliza defendida por Renan (passar por 5 médios, como os que o Sporting tinha ontem no jogo estava complicado). Até mais ou menos ao minuto 20, foi o Sporting que mais fez o Benfica tremer (principalmente Ferro), mas a excelente exibição de Vlachodimos no jogo de ontem (e nos da pré-época também), tem de fazer com que Luis Filipe Vieira pare de procurar por um guarda-redes no mercado (ainda bem que o Navas não foi contratado). Bruno Fernandes (como quase sempre) foi o “cabecilha” deste terror inicial dos verde e brancos, mas a chama rapidamente se ia apagando, pois à medida que o Sporting CP ia subindo até à área dos encarnados e não conseguia concretizar o golo, o Benfica começava a acordar e a fechar-se um pouco mais no seu processo defensivo. Se não fossem Rafa Silva e Pizzi, ainda agora o Benfica estava a tentar chegar à grande área sportinguista. E falando neles, o primeiro golo só apareceu graças à excelente persistência destes dois, que ao minuto 40 conseguiam pôr a bola no fundo das redes do Sporting. Não estou a dizer que foram apenas Rafa e Pizzi que jogaram pelo Benfica, apenas digo que foram os que mais persistiram e conseguiram chegar à baliza, que por sinal, resultou num golo. Como primeira parte, não foi uma coisa assim muito por aí além. Tivemos uma primeira parte bastante equilibrada, com as duas equipas a mostrarem bem o seu futebol, e basta ver o resultado ao intervalo, que era de 1-0 para as águias. Claro que um jogo não se vê apenas no resultado, mas que é aquele que dita o vencedor, isso é. Para não falar, que ainda me falta analisar a segunda parte do encontro.

Agora, quanto à segunda parte, a nível de exibição, vi um SL Benfica igual, ou um pouco melhor do final da primeira parte. Talvez retiro o que disse e digo que estiveram melhor que na primeira parte toda. O Sporting é que esteve um pouco mais apagado no resto do encontro. E não é pelo facto de ter sofrido mais 4 golos na segunda parte que eu digo isto. É pela simples razão de que parece que o Sporting deu tudo nos primeiros 20 minutos de jogo, e pelo facto de não ter marcado, a moral foi-se abaixo. Aqui eu não sou de menosprezar jogadores, mas a verdade é que quem vinha a carregar a equipa do Sporting até então (Bruno Fernandes), estava um pouco mais em baixo do esperado. Não sei a razão ao certo, mas que ele estava em baixo, isso estava. Mas bem, com um SL Benfica mais forte do que na primeira parte, os encarnados lá iam marcando. Aos 60 minutos trocavam-se os nomes, e quem assistia era Rafa para o golo de Pizzi (o contrário do primeiro golo), aos 64 marcava Grimaldo de livre, aos 75 repetia-se a fórmula Rafa-Pizzi e o 5º fez-se ouvir no estádio no último momento de jogo, aos 90 minutos, onde Chiquinho é assistido por Seferovic, fechando assim as contas para a 8ª Supertaça ganha pelos encarnados. Não vou dizer se foi um resultado pesado ou não, apenas digo que se o Sporting se tivesse mantido igual ao apresentado nos primeiros minutos de jogo, as contas poderiam ter sido diferentes.

O Sporting CP, precisa de continuar a reforçar-se, e para mim a posição que neste momento assusta os sportinguistas é a baliza. Bruno Fernandes não pode ficar amarrado para sempre ao Sporting, e caso saia, o único que vejo capaz de segurar a equipa é Rafinha. Bas Dost já não me parece o mesmo, e Neto vai para o mesmo caminho.

Quanto ao SL Benfica, excelentes exibições de Vlachodimos, Rafa,Pizzi e Grimaldo. De Tomás e Chiquinho penso que já estão ambientados ao Benfica e ao que o clube quer, bem como todos os outros que já lá estavam. Ferro assustou, mas foi só no início, e como dizem, acontece a todos.

Um jogo muito bom, por parte das duas equipas (mais por uma) e que eleva para grande plano o modo como vai ser o arranque desta temporada 2019/20. Espero que pelo menos (caso não acabem) diminuam os “atritos” que se têm sentido no futebol português, que nada trazem de bom a Portugal (não estou a dizer para sermos todos amigos e andarmos de mãos dadas, mas por favor, vamos ser adultos e parar com estas brigas insignificantes).

Termino com os parabéns ao SL Benfica, e com o reafirmar que este ano é que vai ser.


André Ferreira                                05/08/2019

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Era uma vez... (mais) uma obra de arte de Tarantino

Era uma vez… (mais) uma obra de arte de Tarantino “Once Upon a Time… in Hollywood” estreou no passado dia 14 de agosto e é o mais recente (e penúltimo) filme de Quentin Tarantino. A história remonta à “Golden Age” do final dos anos 60 em Hollywood. Rick Dalton (Leonardo DiCaprio) é um famoso ator conhecido pela participação em filmes e séries do género western , e que vê a sua carreira a entrar em declínio. Cliff Booth (Brad Pitt) é o seu duplo e amigo de longa data. Juntos tentam adaptar-se às grandes mudanças do mundo do cinema em Hollywood. DiCaprio, Brad Pitt e Margot Robbie são os três grandes nomes do filme. As suas performances são tão boas que fazem o argumento parecer uma coisa secundária. A atuação de DiCaprio como Rick Dalton é fenomenal, pois consegue transmitir todos os sentimentos da personagem da forma mais realista possível. Brad Pitt, tem uma boa prestação como Cliff Booth. Fez apenas aquilo que lhe competia, uma vez que a sua personagem é bastante linear ...

Jorge Jesus, o herói brasileiro

Jorge Jesus, o herói brasileiro Já algum tempo que não escrevo para o blog, e por isso as minhas desculpas. Mas algo que não escrevo há mais tempo é sobre desporto. E não, não vos venho falar do grande jogo que o Vizela fez, infelizmente, mas sim sobre o homem do momento, que está a levar o Brasil à loucura. Ele não precisa de apresentações nenhumas, e o seu nome é Jair Bolsonaro. Estava a brincar. É mesmo o Jorge Jesus. Se passaram o fim de semana numa caverna, ou decidiram tirar umas férias noutro planeta podem não saber, mas o JJ conseguiu ganhar a Taça Libertadores no sábado, pelo Flamengo. Tornou-se o primeiro português a ganhá-la, mas claro que só poderia ser o irreverente Jorge Jesus, que passo a passo calou a boca a muita gente, e o melhor de tudo, ganhou. Não foi fácil, mas lá conseguiu dar a reviravolta. E no dia seguinte continuou a calar… e a ganhar. No domingo, enquanto o Flamengo festejava a vitória da Libertadores, conseguiu tornar-se campeão brasileiro, graça...

Tony Carreira: reservado e correto ou grosseiro e aldrabão?

Tony Carreira: reservado e correto ou grosseiro e aldrabão? Há quase um ano atrás, o cantor Tony Carreira foi acusado pelo Ministério Público de plagiar em mais de uma dezena de músicas, que Tony ao longo dos últimos anos declarou nos discos como suas quando as letras ou os tons foram adaptadas/os ou totalmente copiadas/os a outros artistas estrangeiros. Perante a acusação em plena opinião pública, o artista português defendeu-se dizendo que é falso e que se trata de alguém que se quer vingar, mas uma coisa é certa, se formos a analisar os dois lados da história temos que nos questionar se afinal nos últimos largos anos em que Tony Carreira ou apaixonou multidões e ganhou apenas respeito das outras pelo seu profissionalismo, foi reservado e correto ou foi um grosseiro aldrabão. Todos nós conhecemos Tony Carreira, uma boa parte das suas canções todos conhecem porque ficam no ouvido. Apesar de eu não gostar do artista nem nunca na vida ter comprado um disco dele(nem o vou fazer...

Simplesmente CR7

Simplesmente CR7 Ontem, ao final da tarde, o país parou para ver a nossa Seleção, como é habitual quando a mesma joga um Mundial ou um Europeu. Esperamos todos, como portugueses, que a nossa Seleção esteja bem preparada para todos os desafios que estejam pela frente. Para começar, o nosso adversário foi a vizinha Espanha, uma das seleções mais fortes da Europa. O jogo era fundamental para iniciar bem a nossa corrida à conquista do Campeonato do Mundo, porque com uma vitória já só bastava mais um triunfo contra Marrocos para garantir o nosso passaporte para os oitavos, para além do fato de que ganhar à Seleção Espanhola não é para todos, o que infelizmente não aconteceu e podia ter acontecido. Antes de começar a fazer a minha análise e interpretação do jogo, quero dizer que aqui, ao contrário do que acontece quando analiso clubes ou jogos dos mesmos, tratando-se da nossa Seleção, não vou ser imparcial e vou defender a minha dama como é óbvio! Estava à espera que começasse ...

O recomeço da nossa velha paixão

O recomeço da nossa velha paixão Estamos na semana em que após o treino em jogos de pré-época e da disputa da maioria das supertaças nos mais diversos países, entre campeões, vencedores de supertaças ou ambos, vai recomeçar a nossa velha paixão, o início de todos os campeonatos europeus. Podemos juntar a tudo isto a janela de transferências, que não podemos afastar deste processo, pois ela é aquilo que nos abre muito o apetite para a nova temporada e este é daqueles anos em que esse gostinho está enorme! Pois vejamos: CR7 na Juventus, Courtois no Real Madrid, Vidal no Barcelona, Buffon no PSG, Mahrez no Manchester City, Higuain no Milan ou Kepa no Chelsea, entre outros. Já para não falar no câmbio de treinadores entre os diversos clubes e mais do que tudo, se estarão bem oleadas as máquinas das diversas equipas. Em Inglaterra, o City terá estofo para continuar a ser o indiscutível número um? Conseguirá Mourinho pôr fim a essa onda azul clara do rival quando disse que não ...